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ONID 2011, por Vilmar e Regis Bailux

Regis Bailux e Vilmar compartilharam as perspectivas que tiveram durante a ONID, em Porto Alegre. Regis um metarec da Bahia que se comunicava muito com a lista e hoje passa por processos de análise e introspecção. E Valmir, de Brasília, que está se aproximando cada vez mais das pessoas e da lista:

1) O que foi a ONID para você?

Regis Bailux: Foram encontros com os parentes das redes e reafirmação de estarmos juntos em projetos de apropriação dos softwares livres para conectar pessoas e aldeias.

 

 

Vilmar: Pra mim a ONID foi um marco, uma reflexão, o inicio de um novo tempo. Nós, dos movimentos sociais, pautamos o governo durante muito tempo em várias questões e muito rápido o diálogo vai se enfraquecendo, deixando de existir. No caso em específico da temática inclusão digital o governo rompeu o diálogo com os movimentos e ainda tentou desarticular esses. A Oficina é um marco se olharmos nossa capacitação de mobilização, de convencimento do governo (de outros setores) para o financiamento e também da capacidade de sensibilidade nossa com a ponto, com os atores com promovem e incluem as comunidades na ponto. E é uma reflexão porque esse talvez seja um desenho para o futuro, que já começou.

2) Como você identificou a tag #metareciclagem nas temáticas da ONID?leia mais >>

Frequências

Bandos metarecs estão no ONID em Porto Alegre. Ontem, Regis e Fabiana falaram via stream sobre destempos, impermânencias, TAZ's, trocas ecossistêmicas e liberdades:

 

Liberdades...

Tai trouxe o link da Medida Provisória n. 575/12 e a proposta de uma nova definição para as comunidades indígenas e quilombolas sobre o acesso à radiodifusão comunitária. Assim rádios com potência menor que 100 kW poderiam transmitirem sem pedir licença, e não sofreriam mais a perseguição da Anatel:

A prática da Anatel é cortar a onda da maioria dos comunicadores comuns que transmitem em baixa-potência. Mas, no caso dos territórios indígenas,a Anatel nem é autorizada a entrar para fazer medição.Rafael Diniz, da Rádio Muda na Unicamp.

Notas da Aldeia Velha

Regis compartilhou novos posts no blog da Aldeia Velha, sobre o IX ELESI (Encontro de Leituras e Escritas das Sociedades Indígenas), sobre o projeto Mais Educação e do seminário sobre drogas.

 

Percebemos que os problemas são bem parecidos em todos os locais, discriminação, ameaça falta de assistências por parte dos órgãos que deveriam cuidar desses povos enfim temos muito que discutir e conquistar. Angelo Pataxó

Pesquisas Plurais na rede

Os conhecimentos, o que é ciência e suas documentações estão plurais na lista :)

 

Enquanto Regis linkou um vídeo sobre as práticas da Fármacia Viva e uma lista (contraditória) sobre substâncias proibidas:

 

 

Fabi Borges trouxe um texto récem-acabado sobre Tecnoxamanismo como Metodologia Compartilhada

 

A bruxa e o cientista. O curandeiro e o médico. A feiticeira e o robô. A convergência entre técnica e xamanismo é uma aposta que tenta reparar erros antigos de má distribuição de saberes e julgamentos deterministas precipitados a respeito das formas de conhecimento. Por isso apela ao animismo, às religiões da natureza, as visões de mundo mais tradicionais, ou ainda ancestrais, a fim de trazer à tona suas sincronicidades, fazê-las interpenetrarem-se.
 

E, Fernanda Scur uma nota sobre o trabalho de pesquisa que está realizando no Pólo de formação tecnológica marista em Porto Alegre:

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